121 dias, 2 horas e 37 minutos depois
Escrevo as primeiras linhas
Não para preservar memórias
Nem para me embalar na nostalgia
De histórias passadas
Que certamente não se irão repetir.
Escrevo para libertar a imagem que guardo de ti.
Para me dar ao luxo de pensar em nada.
Para não vaguear entre o que fomos
E o que poderíamos ter sido.
Para poder contemplar as estrelas do céu
Sem o desejo da minha cabeça encostada à tua.
Para calçar as minhas sapatilhas de trilho
E não recordar-me dos caminhos que fizemos de mão dada.
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